
Um homem de 35 anos e uma mulher de 33 anos foram presos em flagrante na manhã de quinta-feira (16), em uma residência no Jardim Monte Santo, em Sumaré, pelos crimes de estupro de vulnerável, lesão corporal e maus-tratos contra uma menina de 3 anos. O homem também era considerado foragido da Justiça por um crime anterior de estupro de vulnerável. A vítima é filha da mulher e enteada do suspeito.
O caso foi descoberto por professoras de uma creche municipal onde a menina e o irmão mais novo, de 1 ano, estudam. As educadoras acionaram o Conselho Tutelar após identificarem lesões na vagina da criança durante o banho diário. Segundo o relato, a menina também apresentava sinais de violência e maus-tratos, como manchas roxas pelo corpo e sujeira corporal.
Em seguida, as crianças, as professoras e os conselheiros tutelares foram até a DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) de Sumaré. A partir da denúncia, uma equipe policial foi até a residência do casal e realizou as prisões. Paralelamente, a menina recebeu atendimento médico de urgência na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) 24h do Jardim Macarenko.
Delegada relata apuração
A delegada Nathalia Alves Cabral, titular da DDM de Sumaré, afirmou que o caso chegou à unidade por meio da escola da criança.
“(O caso) chegou à DDM por meio da creche em que a criança estuda. As professoras notaram os sinais de possível abuso sexual e de lesões corporais no corpinho da criança, e vieram até a delegacia denunciar. Nós solicitamos que a criança fosse encaminhada para atendimento médico na UPA e a equipe a médica comprovou que a parte íntima da criança está ferida, está machucada. De acordo com os relatos da escola, tanto a criança que é a vítima do abuso quanto o seu irmão mais novo, que é um bebê ainda, sempre aparecem sujos, com cheiro de urina, o cabelo ensebado. Inclusive, o menino mais novo até já chegou cheio de barata na escola”, contou a delegada.
Segundo Nathalia, tanto o padrasto quanto a mãe da criança negam as acusações. “Ambos negam. O suposto estuprador fala que nunca encostou na criança, e que a criança se machuca sozinha, por mais que a criança esteja realmente muito machucada e, pelas lesões, quando você observa, não aparenta ser de uma queda. Além da parte íntima lesionada também. A mãe dá mil desculpas falando que não sabia, enfim, ela se exime da culpa”, apontou a titular da DDM.
A delegada também relatou que, segundo as professoras, a menina teria detalhado os abusos sofridos. “A criança tem muita confiança na professora e a criança falou que o papai encostou, colocou o dedo… Inclusive, teria ocorrido na frente de outra criança o abuso”, acrescentou Nathalia Alves Cabral.
Suspeito era foragido
Ainda de acordo com a delegada, o suspeito foi condenado a 19 anos de prisão pelo estupro de uma sobrinha de 12 anos, em 2016, também em Sumaré, mas não se apresentou à Justiça para cumprimento da pena em regime fechado e, desde então, era considerado foragido.
“Os dois foram presos em flagrante. O homem já estava procurado pela Justiça por ter sido condenado a 19 anos de cadeia por conta de um estupro de vulnerável anterior aqui em Sumaré, ele estava foragido. A mulher foi presa pelos maus-tratos dos filhos. Ambos foram colocados à disposição da Justiça, mas a Polícia Civil pediu a prisão preventiva dos dois, paa que ambos continuem presos”, confirmou a delegada.
A menina ainda deve passar por exame de corpo de delito no IML (Instituto Médico Legal) de Americana para confirmação da violência sexual. O Conselho Tutelar de Sumaré avaliava se as duas crianças seriam entregues a familiares ou encaminhadas provisoriamente para acolhimento institucional.
“O Conselho Tutelar está definindo ainda se vai entregá-los para a família extensa, se tiverem condições de cuidar ou se as crianças serão abrigadas”, completou Nathalia Alves Cabral.
O caso segue em investigação pela DDM.





