
A maior operação da história do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC) cumpriu mandados também na cidade de Hortolândia. As ações fazem parte de uma investigação sobre a atuação de uma facção criminosa com base em Santa Catarina e ramificações em outros estados.
Segundo o MP-SC, a operação está vinculada à 39ª Promotoria de Justiça da Comarca de Florianópolis e tem como objetivo avançar no desmantelamento de uma célula da organização criminosa que atua diretamente em território catarinense.
Ao todo, foram cumpridas simultaneamente 320 ordens judiciais expedidas pela Justiça de Santa Catarina, sendo 151 mandados de prisão temporária e 169 mandados de busca e apreensão. As diligências ocorreram em municípios de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais.
No Estado de São Paulo, a operação teve 22 alvos. Parte dos mandados foi cumprida contra investigados que já estavam presos em sete unidades prisionais paulistas.
Ação na região
O 1º Baep (Batalhão de Ações Especiais de Polícia) foi responsável pelo cumprimento de dois mandados de prisão e três mandados de busca e apreensão nas cidades de Hortolândia e Mogi Guaçu. Dois suspeitos foram presos durante a operação.
O número total de presos ainda não foi divulgado pelas autoridades. Entre os investigados estariam líderes da facção criminosa. De acordo com a investigação, os suspeitos localizados em outros estados seriam responsáveis por repassar ordens de São Paulo para integrantes da organização que atuam em Santa Catarina.

Dois presos em flagrante em Mogi Guaçu
Até o fechamento desta reportagem, o Batalhão Especial da Polícia Militar ainda não havia divulgado detalhes da prisão realizada em Hortolândia.
Em Mogi Guaçu, foi preso no Jardim Nova Alvorada um suspeito que mantinha, em casa, anotações sobre o tráfico de drogas, incluindo uma lista de mulheres cooptadas pelo esquema que estavam presas em outros estados e que, por isso, receberiam assistência da facção.
Já no segundo endereço, no Jardim Casa Grande, um suspeito ligado ao homem preso também foi detido em flagrante por posse ilegal de arma de fogo, por ter em sua posse uma garrucha calibre 22 e nove munições dos calibres 22, 32 e 38.
Entenda a operação do MP-SC
A força-tarefa deflagrada na madrugada de quarta-feira (1º) contra a facção que pratica e coordena atividades criminosas dentro e fora de unidades prisionais mobilizou 103 integrantes do Gaeco e aproximadamente 552 agentes de forças de Segurança Pública, dos seis estados, além de 198 viaturas e dois helicópteros.
Segundo o MP-SC, trata-se de um desdobramento das investigações iniciadas no âmbito da Operação Maserati, agora com o objetivo prioritário de reduzir a capacidade de articulação das atividades da organização criminosa.
Conforme apurado, os investigados estariam envolvidos na prática de múltiplos delitos, incluindo organização criminosa, tráfico de entorpecentes, associação para o tráfico, homicídios e porte ilegal de armas de fogo.
No Paraná, agentes foram alvos de disparos durante uma intervenção policial. Os suspeitos abriram fogo ao perceberem a presença da equipe, dando início a um confronto armado. Um dos envolvidos morreu durante a troca de tiros. Apontado como integrante do PCC, o suspeito não teve a identidade divulgada, e a cidade onde ocorreu a morte decorrente de intervenção policial ainda não havia sido informada.





