
O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do MP-SP (Ministério Público do Estado de São Paulo) de Campinas, com apoio da Polícia Militar por meio de equipes dos 1º e 10º Baep (Batalhão de Ações Especiais de Polícia) realizaram nesta terça-feira (15) a Operação Nexus, contra uma organização criminosa suspeita de atuar com tráfico de drogas e lavagem de capitais. Ao todo, são cumpridos 26 mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão. A operação tem como principal foco Itatiba, mas também há três mandados sendo cumpridos em Campinas.
Em Campinas, os mandados estão relacionados a uma loja de veículos investigada por suspeita de participação no esquema de lavagem de capitais. Ao todo, três lojas de veículos são alvo da operação, sendo duas em Itatiba e uma em Campinas.
Vereador é preso
Em Itatiba, um vereador da cidade foi preso durante a operação. Mandados também foram cumpridos na residência do parlamentar e na Câmara Municipal. Ele é investigado por suspeita de integrar o núcleo de monitoramento da organização criminosa.
Segundo as investigações, o grupo mantinha um sistema de monitoramento 24 horas por dia em Itatiba. A estrutura permitia identificar a aproximação das forças de segurança e adotar medidas para ocultar drogas, dispersar vendedores e interromper temporariamente as atividades criminosas.
A Corregedoria da Polícia Militar também cumpre mandados contra um policial militar investigado por ter relação com o principal alvo da operação.

Principal alvo
O principal alvo da Nexus é um homem conhecido como “Tim”, apontado como integrante do PCC e com histórico criminal por tráfico de drogas e roubo. Ele foi preso junto com a esposa em um condomínio de alto padrão em Itatiba. Os dois são investigados por participação no núcleo de comando e lavagem de capitais da organização.
Durante a investigação, “Tim” teria adquirido e negociado mais de 20 veículos de alto padrão, entre eles Lamborghini, Ferrari e Porsche.
Lavagem de capitais
As três lojas de veículos são investigadas por suspeita de lavagem de capitais. Segundo o Ministério Público, um dos investigados, proprietário de uma das lojas, funcionaria como uma espécie de banco do principal alvo da operação.
Os pagamentos relacionados a essa movimentação superariam R$ 2 milhões.
A operação busca atingir diferentes núcleos da organização, incluindo comando e lavagem de capitais, gerenciamento operacional, monitoramento e vigilância, abastecimento e distribuição, logística e suporte e pontos de venda.
Participam da ação promotores de Justiça e mais de 160 policiais militares do 1º Baep, 10º Baep e Corregedoria, com apoio do helicóptero Águia da Polícia Militar e de cães de faro.





