terça-feira, 8 setembro 2026

Desemprego recua para 9,1%, e renda volta a subir após 2 anos

Desocupação retorna a patamares registrados em 2015, segundo IBGE

MELHOR | Renda média do trabalhador, que estava em queda, dessa vez subiu 2,9% (Foto: Agência Brasil)

A taxa de desemprego no Brasil recuou para 9,1% no trimestre encerrado em julho deste ano, informou nesta quarta- -feira (31) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). É o menor patamar na série histórica comparável desde o trimestre até outubro de 2015. À época, a taxa também estava em 9,1%, e a economia nacional amargava recessão. O novo resultado veio em linha com as estimativas do mercado financeiro. Analistas consultados pela agência Bloomberg projetavam 9% na mediana.

Depois de dois anos, o rendimento habitual da população ocupada com trabalho voltou a registrar crescimento significativo em termos estatísticos, chegando a R$ 2.693 no trimestre até julho, apontou o IBGE. A renda vinha em uma trajetória de queda em meio ao aperto da inflação.

O rendimento analisado contempla apenas os ganhos com o trabalho. Ou seja, não tem o impacto de fontes como benefícios sociais. “A última vez que houve crescimento significativo foi há exatos dois anos, no trimestre encerrado em julho de 2020”, afirmou Adriana Beringuy, coordenadora de pesquisas por amostra de domicílios do IBGE.

O novo valor (R$ 2.693) é 2,9% maior do que o verificado no trimestre imediatamente anterior, de fevereiro a abril (R$ 2.618). Porém, ainda mostra fragilidade na comparação com períodos anteriores da série histórica. Sinal disso é que a renda está 2,9% abaixo do nível registrado em igual período de 2021 (R$ 2.773). O novo valor é o segundo menor da série para o trimestre até julho. Supera apenas o verificado em igual período de 2012 (R$ 2.685).

Conforme o IBGE, o aumento frente a abril foi puxado pelo rendimento dos empregadores (6,1%, ou mais R$ 369), dos militares e funcionários públicos estatutários (3,8%, ou mais R$ 176) e dos trabalhadores por conta própria (3%, ou mais R$ 63).

COMÉRCIO 

Beringuy destacou que a ocupação cresceu de maneira acentuada entre os empregadores inseridos no comércio. No caso dos funcionários públicos, houve expansão de vagas em setores como saúde e educação. Para os trabalhadores por conta própria, o avanço da ocupação ficou mais disseminado entre as atividades pesquisadas.

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