Responsável por centro de emergência da cidade de Xi’an também foi acusado de negligência após proibir entrada de gestante de oito meses por falta de teste de Covid-19
O diretor de um hospital na China foi demitido por “vício em jogos virtuais” e por negligenciar atendimento a uma gestante de oito meses que acabou tendo um aborto espontâneo. A decisão da demissão de Li Qiang, responsável pelo centro de emergência da cidade de Xi’an, no centro do país, foi decidida esta semana por conta de um caso que aconteceu em janeiro deste ano.
Na ocasião, por conta da política de “Covid zero” que o governo chinês implementa desde o início da pandemia e que impõe rígidos controles de movimento da população, uma mulher grávida de oito meses e que estava com sangramento teve a entrada negada no local por não apresentar exame para o vírus.
Durante a espera pelo teste, o bebê acabou morrendo e ela sofreu um aborto espontâneo. Diante da comoção causada nas redes sociais, o governo chinês abriu então uma investigação que acabou identificando um “forte vício” do diretor do hospital em videogames.
O governo chinês considera os videogames e jogos de celular uma fonte de corrupção moral e, nos últimos anos, tomou medidas para limitar o tempo de uso dos jogos para os jovens.
Segundo comunicado do órgão de vigilância provincial do Partido Comunista, Li foi demitido de seu cargo e expulso da sigla, que abriu uma investigação criminal contra ele, acusado de negligência e corrupção.
O funcionário chinês “foi seriamente irresponsável, provocando grandes incidentes que geraram reações negativas nas redes”, no momento em que Xi’an enfrentava um surto de Covid-19, segundo o comunicado.
A China é o último grande país a manter uma política de erradicação de todas as infecções do coronavírus, por meio de uma combinação de testagem massiva, fortes confinamentos e restrições. Organização Mundial da Saúde (OMS), criticou a política de “Covid zero” do governo chinês.
Via G1





