Em depoimento à polícia, a namorada confessou o crime e disse que foi a primeira a esfaquear o sogro, o ciclista Doramir Monteiro Silva, de 56 anos. Ela disse que agressão começou depois que a vítima a assediou
A Polícia Civil do Espírito Santo prendeu na tarde desta terça-feira (5), em Cachoeiro de Itapemirim, Sul do Espírito Santo, uma jovem de 20 anos, suspeita de matar o sogro, o ciclista Doramir Monteiro Silva de 56 anos, juntamente com o filho dele e namorado dela, João Vitor Silva Brito, de 24 anos.
A mulher estava em um hotel no bairro BNH e não resistiu a prisão. Ela confessou o crime e disse que foi a primeira a esfaquear o sogro, após ser assediada por ele. O nome da jovem presa não foi divulgado. João Vitor foi preso na segunda-feira (4) e, de acordo com a polícia, confessou o crime. Um vídeo flagrou o momento em que ele comprou gasolina para incendiar corpo do pai.
O rapaz disse aos policiais que a morte foi motivada por ciúmes porque o pai assediava a namorada dele. O corpo de Doramir foi encontrado na noite de segunda (4), na localidade de Estrela do Norte, em Castelo, no Sul do Espírito Santo. Ele era muito conhecido na região de Cachoeiro de Itapemirim por conta da atividade esportiva. Doramir estava desaparecido desde o final de junho.
‘Frieza’, diz delegado
Responsável pela investigação do caso, o delegado Felipe Rivas disse que o crime choca ainda mais pela frieza.
“De acordo com o depoimento da nora da vítima, no dia 28 de junho, data do crime, ela estava cortando alimentos para preparar uma comida, quando a vítima chegou e a assediou por trás, momento em que a nora desferiu um golpe. Em seguida, o filho do ciclista chegou e esfaqueou o pai diversas vezes, impossibilitando a defesa do mesmo”, informou a Polícia Civil.
“São 15 anos de profissão e a frieza assusta. Mataram o seu Doramir a facadas, enrolaram em um lençol, enrolaram em um tapete, enrolaram em mais um edredom, colocaram no porta-malas, passaram em um posto de gasolina, compraram combustível com o cartão do seu Doramir, seguiram para essa propriedade rural, que é de familiar dessa menina, nesse local eles primeiro jogaram três litros de combustível em cima do corpo dele, atearam fogo, esperaram o fogo abaixar, atearam fogo novamente e, ao amanhecer, quando já estava com uma fumaça muito alta, eles apagaram o fogo, retornaram para Cachoeiro e ainda foram para a padaria para tomar café”, relatou o delegado.
Mandado de prisão temporária
Contra a suspeita havia um mandado de prisão temporária em aberto. O delegado Felipe Vivas, titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cachoeiro de Itapemirim, informou que durante as investigações a polícia descobriu que a mulher havia mentido sobre a gravidez e tentou influenciar o depoimento da sogra.
Ela vai responder por homicídio doloso qualificado por meio cruel, com recurso que dificultou a defesa da vítima, e por destruir e ocultar o cadáver, segundo a polícia. A Polícia Civil vai investigar também a linha de crime com motivação patrimonial.
Com informações G1.





