Haddad tem repetido críticas sobre o aumento de impostos feito pelo governo paulista durante a pandemia e promete zerar o ICMS para carne e cesta básica
“Doria e Rodrigo, Rodrigo e Doria, a mesma história, velhos amigos, mesmo governo, mesmo perigo”, diz a vinheta do PT no horário gratuito eleitoral divulgado no rádio nesta quarta-feira (31). O tom da peça reflete bem o atual estágio da campanha para o Governo de São Paulo do petista Fernando Haddad, que mira o atual governador, Rodrigo Garcia (PSDB), tido como adversário mais perigoso num eventual segundo turno, e seu antecessor João Doria (PSDB), que tem alta rejeição.
Apesar de não assumirem oficialmente, na campanha do petista é majoritária a preferência por enfrentar Tarcísio de Freitas (Republicanos) no segundo turno, em uma estratégia que replica a polarização nacional e aposta na rejeição a Jair Bolsonaro (PL), que apoia o ex-ministro.
Integrantes da campanha afirmam, porém, que as peças publicitárias de Haddad têm equilibrado tanto o contraponto ao governo federal, mirando Tarcísio, como o contraponto ao governo estadual, mirando Rodrigo.
Haddad tem repetido críticas sobre o aumento de impostos feito pelo governo paulista durante a pandemia e promete zerar o ICMS para carne e cesta básica. Sua principal proposta, de reajustar o salário-mínimo estadual para R$ 1.580, que ficou defasado nos últimos anos, também é um meio de atingir o governo Rodrigo.
O ex-prefeito da capital está à frente na eleição para o Governo de São Paulo com 38% das intenções de votos, segundo o Datafolha do mês passado. Em seguida, aparecem Tarcísio, com 16%, e o atual governador, com 11%. Enfrentar Tarcísio no segundo turno permitiria à campanha de Haddad seguir totalmente colada à de Lula.





