quinta-feira, 18 junho 2026

PF desarticula organização criminosa que lavava dinheiro do tráfico e cumpre mandados em cinco cidades da região

Foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão em Sumaré, Hortolândia, Campinas, Piracicaba e Limeira na manhã desta quarta-feira (12)

Foto: Divulgação

Henrique Fernandes

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (12), a Operação ‘Match Point’ e conseguiu desarticular uma organização criminosa especializada em lavar dinheiro do tráfico de drogas.
A organização era dividida em duas grandes células, com ramificações em várias cidades do país, em especial nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte.
Ao todo, foram cumpridos 49 mandados de busca e apreensão, sendo quatro em Campinas, três em Limeira, um em Hortolândia, um em Piracicaba e outro em Sumaré.
A Polícia Federal também cumpriu 11 mandados de prisão preventiva dentro do estado de São Paulo. Em Piracicaba, uma pessoa foi presa, segundo informações do 10º BAEP (Batalhão de Ações Especiais – Polícia Militar de Piracicaba) que deu apoio à operação. Além de R$ 1,4 milhão em espécie, um aparelho para contar cédulas de dinheiro e um carro.
Os bens sequestrados pela PF nesta ação podem superar a cifra de R$ 150 milhões de reais. Durante as investigações, a Polícia Federal, com o apoio da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Militar de Santa Catarina, efetuou sete prisões em flagrante e apreendeu 65 quilos de cocaína e 225 quilos de skunk.
A Operação ‘Match Point’
Cerca de 250 policiais federais cumprem 49 mandados de busca e apreensão e 33 mandados de prisão preventiva em cidades de dez estados brasileiros. Também foi realizado o bloqueio de contas bancárias de 43 pessoas físicas, sequestro de 57 bens imóveis e de diversos veículos e embarcações.
Os 57 imóveis já estão individualizados e com matrícula, sendo 17 em Santa Catarina, 26 em São Paulo, 11 na Bahia e 3 no Rio de Janeiro. Ainda restam buscar a matrícula de 19 imóveis após a deflagração da operação.
Dentre os líderes da organização criminosa há um cidadão islandês residente no Brasil, já anteriormente investigado pela Polícia Federal e pela polícia da Islândia.
Para a eficácia da operação, a PF efetuou cooperação internacional com a Itália, por meio da Interpol, e com a Islândia, em coordenação com os escritórios de ligação junto à Europol.
Houve, ainda, autorização judicial para o acompanhamento da deflagração da operação por representantes da polícia da Islândia.
Entre os crimes apurados até o momento, estão a lavagem e ocultação de bens, organização criminosa e tráfico internacional de drogas com associação ao tráfico. As penas cumuladas desses crimes podem chegar a mais de 40 anos de prisão.

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