A Câmara Municipal de Nova Odessa aprovou um projeto de lei de autoria do vereador Elvis Pelé (PL) que cria o selo “Amigo da Acessibilidade”. A proposta tem como objetivo reconhecer estabelecimentos comerciais, prestadores de serviço e instituições que adotem medidas de inclusão e acessibilidade voltadas a pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.
Entre os critérios previstos para a concessão do selo estão adaptações físicas, sinalização adequada e capacitação de funcionários para atendimento inclusivo.
Durante a discussão do projeto, o vereador Elvis Pelé afirmou que a iniciativa busca incentivar investimentos em acessibilidade. “Isso é incentivo para que os estabelecimentos comerciais sejam motivados a dar um passo e promover melhor a inclusão e acessibilidade. Acho que isso traz uma visibilidade para o estabelecimento comercial”, afirmou o parlamentar.

Debate sobre inclusão
A vereadora Priscila Peterlevitz também comentou a proposta e destacou que acessibilidade beneficia diferentes grupos da população, incluindo pessoas com limitações temporárias de mobilidade.
Ela citou como exemplos gestantes e pessoas que utilizam muletas após acidentes. “É muito importante os ambientes serem acolhedores. Não somente para as pessoas com deficiência, mas também para as pessoas com mobilidade reduzida”, afirmou.
A parlamentar também mencionou dificuldades enfrentadas em estabelecimentos comerciais e espaços públicos. “Quando a gente quebra um pé e precisa andar de muletas, por exemplo, você vai num restaurante self-service, como é que faz? Muitas vezes as pessoas não têm noção da dificuldade que o outro enfrenta no dia a dia”, completou.
Semáforo volta a ser cobrado
Durante a sessão, vereadores também discutiram questões relacionadas à mobilidade urbana em Nova Odessa.
Segundo Elvis Pelé, moradores seguem cobrando a instalação de um semáforo em um cruzamento de grande fluxo no bairro Vila Azenha.
De acordo com o parlamentar, a reivindicação existe desde 2009 e já foi apresentada por moradores e vereadores ao longo dos últimos anos. “A gente precisa de uma solução. Se naquela época já era necessário, imagina agora. Todo mundo sabe da necessidade”, afirmou.
O vereador também criticou a demora do poder público em resolver o problema e afirmou que os transtornos continuam sendo registrados principalmente nos horários de pico.





