
A Prefeitura de Sumaré transferiu, nesta semana, para a Casa do Autista o atendimento de crianças e adolescentes que eram acompanhados pelo CTEA (Centro de Transtorno do Espectro do Autismo), que funcionava na região central. Inaugurada no fim de julho, a nova unidade amplia a estrutura destinada a pessoas com TEA (Transtorno do Espectro Autista) e seus familiares.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a mudança busca oferecer um espaço mais adequado às necessidades dos usuários, com foco em inclusão, acolhimento e continuidade do atendimento.
A Casa do Autista substitui o espaço que funcionava nos fundos do Ambulatório de Especialidades e que apresentava limitações estruturais diante do aumento da demanda e da complexidade dos serviços.
Mais espaço e equipe multiprofissional
Os pacientes que já estavam em acompanhamento passaram a ser atendidos pela equipe multiprofissional do CTEA na nova unidade. Segundo a Prefeitura, a mudança mantém os tratamentos e o vínculo entre profissionais, pacientes e familiares. A estrutura conta com ambientes mais amplos, equipamentos adequados e maior capacidade de atendimento. Mais de 400 pessoas aguardavam por atendimento especializado.
A coordenadora da unidade, Patrícia Rosa, explicou que a mudança foi definida diante do aumento da procura e das limitações do antigo espaço. “A Casa do Autista foi inaugurada no final de julho para atender à demanda reprimida do município. Como o espaço onde as crianças eram atendidas ficou reduzido diante do aumento da procura, decidimos transferir os pacientes para cá”, explicou.
Segundo Patrícia, a nova unidade reúne profissionais de diferentes áreas. “Temos psicólogo, psiquiatras, psicopedagogo, psicanalista, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional, fisioterapeuta, psicomotricista, nutricionista e educador físico, além da musicoterapia”, afirmou.
A coordenadora destacou que a estrutura permite concentrar diferentes atendimentos. “Nesse espaço multidisciplinar, conseguimos abranger as demandas que a criança necessita, algo que eu não tinha condições de fazer por causa do espaço físico do antigo CTEA”, disse.

Integração entre profissionais
O médico psiquiatra Éder Renan Coelho também destacou a diferença entre a antiga estrutura e a Casa do Autista. “Além da estrutura, que é muito mais efetiva, temos um corpo clínico muito mais completo. Quem conheceu o CTEA antes percebe uma diferença enorme”, afirmou. Segundo o médico, a equipe ampliada facilita o encaminhamento dos pacientes. “Se percebo que um paciente precisa de psicopedagoga, terapeuta ocupacional ou educador físico, já consigo fazer o encaminhamento aqui e direcioná-lo de acordo com a demanda”, explicou.
Coelho também ressaltou a proximidade entre os profissionais. “A equipe fica mais próxima. Temos reuniões semanais e conseguimos conversar sobre cada paciente, o que facilita muito para que o tratamento seja completo”, disse. Para o especialista, a integração entre diferentes áreas é um diferencial. “São pouquíssimos os lugares em que temos essa integração, principalmente com os médicos junto da equipe”, afirmou.
Segundo ele, a estrutura permite um acompanhamento mais contínuo. “A equipe troca informações sobre a evolução do paciente e isso facilita muito o atendimento longitudinal”, completou. De acordo com a Secretaria de Saúde, os fluxos e protocolos da unidade também estão sendo organizados para qualificar a assistência e fortalecer a articulação com outros serviços públicos e instituições que atuam no atendimento especializado.

Mães elogiam atendimento
A reportagem também conversou com mães de pacientes atendidos na Casa do Autista. Maria Madalena Martins, mãe de Paulo Pietro, de 16 anos, aprovou a estrutura, mas apontou dificuldades relacionadas à distância. “Eu gostei muito daqui. Para mim, a distância é um pouco complicada, principalmente por causa do ônibus. Mas gostei de tudo, do atendimento e da estrutura”, afirmou. Segundo ela, o filho também vem apresentando evolução. “Ele está melhorando em diversos aspectos, principalmente na escola. Antes não se comportava bem, mas agora está muito melhor”, relatou.
Joseane Fernanda Ferreira, mãe de Enzo, de 9 anos, também elogiou a equipe. “Estamos iniciando o atendimento hoje e o espaço está excelente. Eles entregam o melhor para as famílias e para os pacientes”, afirmou. Emocionada, ela destacou o acolhimento recebido. “Os profissionais são maravilhosos e tratam as famílias e as crianças com muito respeito. Eu só tenho a agradecer”, disse.
Ônibus ganha novo ponto
Para facilitar o acesso das famílias, a Prefeitura alterou a rota da linha urbana 156, que passou a ter um novo ponto de parada próximo à Casa do Autista.
A medida busca facilitar o deslocamento dos pacientes e responsáveis até a unidade.
A Casa do Autista funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h, na Estrada Municipal Teodor Condiev, nº 1.211, no Jardim Marchissolo, na saída para Hortolândia.
Dúvidas podem ser esclarecidas pelos telefones (19) 3399-5211 e (19) 3399-5212.





