quinta-feira, 20 agosto 2026
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Sumaré confirma primeira morte por febre maculosa em 2026; vítima é homem de 37 anos

Homem de 37 anos morreu em julho; município soma 85 notificações da doença neste ano
Por
Vagner Salustiano
Bactéria que causa a doença é transmitida pela picada do carrapato estrela. Foto: Prefeitura de Sumaré

A Secretaria de Saúde de Sumaré confirmou a primeira morte por febre maculosa registrada no município em 2026. O paciente, um homem de 37 anos, sem comorbidades e morador da Região Central, morreu no dia 30 de julho, após permanecer internado na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) 24h do Jardim Macarenko.

Na região, Americana já tem três mortes registradas pela doença neste ano. Hortolândia segue sem casos positivos de febre maculosa.

Segundo a Vigilância Epidemiológica de Sumaré, o local provável da infecção ainda está sendo investigado. Exames laboratoriais realizados durante a apuração do caso, conforme o protocolo de atendimento, confirmaram a febre maculosa como causa da morte.

Ao todo, Sumaré registra 85 notificações de febre maculosa em 2026. Além do caso confirmado que terminou na morte do paciente, outros 38 permanecem em investigação e aguardam os resultados dos exames de sangue. Não foi informado quantos dos casos ainda suspeitos também terminaram com a morte dos pacientes.

Entenda como a doença é transmitida
A febre maculosa é transmitida pela picada do carrapato-estrela infectado pela bactéria Rickettsia rickettsii. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o período de maior risco de transmissão segue até novembro.

A orientação da Vigilância Epidemiológica é redobrar os cuidados ao visitar áreas verdes, principalmente próximas a rios, lagoas, matas e locais com vegetação alta. Febre, dores no corpo, mal-estar, desânimo, náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal estão entre os principais sintomas.

Quem apresentar sintomas após frequentar uma área com possível presença de carrapatos deve procurar atendimento médico rapidamente e informar sobre a exposição. O diagnóstico precoce e o início imediato do tratamento são fundamentais para evitar o agravamento da doença.

Rede de Saúde está capacitada
A secretária-adjunta de Saúde de Sumaré, Denise Barja, reforçou a importância da prevenção e da busca rápida por atendimento médico diante de sintomas suspeitos. “A febre maculosa exige atenção e resposta rápida. O diagnóstico precoce e o início imediato do tratamento são fundamentais para evitar o agravamento da doença. Por isso, orientamos a população a adotar medidas de prevenção e, diante de sintomas como febre, dor no corpo e mal-estar, procurar uma unidade de saúde e sempre informar se houve contato com áreas de risco”, destacou.

Segundo ela, a Rede Municipal de Saúde conta com profissionais capacitados e orientados para o atendimento de casos suspeitos de febre maculosa.

Cidade tem programa permanente
Em março de 2026, a Prefeitura de Sumaré sancionou uma nova lei que instituiu o Programa Municipal Permanente de Conscientização, Prevenção e Educação sobre a Febre Maculosa. A iniciativa busca reduzir casos graves e óbitos evitáveis por meio da educação e da mobilização social.

A medida também estabelece o “Dia D Municipal de Conscientização da Febre Maculosa”, realizado anualmente em 13 de julho, em homenagem a Eduardo Brazilino Queiroz. O adolescente morreu em 2024, aos 13 anos, vítima da doença transmitida pela picada do carrapato-estrela.

A iniciativa amplia o acesso à informação sobre a febre maculosa, reforça as práticas de prevenção, a identificação precoce dos sintomas e a busca imediata por atendimento médico.

Represa do Hortol, em Sumaré, é considerada área de risco para a presença do carrapato estrela. Foto: Prefeitura de Sumaré

Principais medidas de prevenção
A Vigilância em Saúde orienta a população a adotar cuidados para reduzir o risco de contato com carrapatos, principalmente em áreas verdes:

  • Use roupas claras para facilitar a identificação do carrapato.
  • Use calças, botas e blusas de mangas compridas ao entrar em áreas arborizadas, gramadas ou com vegetação.
  • Evite locais com grama ou vegetação alta.
  • Verifique o corpo e os animais de estimação após a permanência em áreas de risco.
  • Caso encontre um carrapato aderido à pele, retire-o com uma pinça.
  • Não aperte nem esmague o carrapato. Puxe-o com cuidado e firmeza.
  • Após a retirada, lave o local da picada com água e sabão ou álcool.
  • Retire os carrapatos do corpo o mais rápido possível, pois o menor tempo de contato reduz o risco de transmissão.
  • Após o uso, coloque as roupas utilizadas em água quente para auxiliar na eliminação de eventuais carrapatos.

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