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TODODIA 27 de outubro de 2026
Polícia
TRABALHA NA REDE MÁRIO GATTI

Enfermeira é presa suspeita de vender emagrecedores ilegais e desviar insumos hospitalares em Campinas

Investigação aponta comércio de medicamentos injetáveis e apreensão de materiais ligados a hospitais públicos

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Enfermeira desviada medicamentos dos hospitais Ouro Verde e Mário Gatti, segundo a DIG. Foto: PMC

A Polícia Civil prendeu uma enfermeira suspeita de comercializar medicamentos emagrecedores injetáveis de forma irregular em Campinas.

A ação foi realizada por equipes da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), que cumpriram três mandados de busca e apreensão: um na residência da investigada, no Residencial Novo Mundo, e outros dois em hospitais públicos onde ela atua.

Venda de emagrecedores
Segundo a investigação, a enfermeira vendia canetas emagrecedoras ilegais por cerca de R$ 1.200 a dose. As entregas eram feitas diretamente por ela ou por motoboys.

Embora as substâncias não tenham sido encontradas na casa durante a operação, a análise do celular da investigada identificou conversas que indicam comercialização frequente dos produtos.

Desvio de materiais hospitalares
Na residência, os policiais encontraram medicamentos não controlados e seringas que, segundo a apuração, pertencem aos hospitais municipais Mário Gatti e Ouro Verde.

Também foi apreendido um medicamento controlado do tipo analgésico opioide, incluído na lista de substâncias monitoradas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

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A investigação aponta indícios de desvio desses materiais, mas não há, até o momento, confirmação sobre a motivação, já que os produtos vendidos pela suspeita seriam as canetas emagrecedoras, que não têm relação direta com os itens hospitalares apreendidos.

Prisão e investigação
A enfermeira foi autuada por crimes contra a saúde pública, associação criminosa e tráfico de drogas.

A Polícia Civil segue com as investigações para esclarecer a origem dos medicamentos, a possível ligação entre os materiais apreendidos e a atividade ilegal, além de identificar outros envolvidos.

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Guilherme Pierangeli TODODIA — jornalismo das regiões de Campinas e Piracicaba
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