Sábado, 27 Novembro 2021

Em depoimento à PF, Sergio Reis baixa o tom contra o STF, diz jornal

Em depoimento à PF, Sergio Reis baixa o tom contra o STF, diz jornal

Por estar internado, cantor falou com os investigadores por videoconferência  

O cantor Sérgio Reis foi alvo de operação da PF - Cleia Viana/Câmara dos Deputados

O cantor Sérgio Reis baixou o tom e recuou nos ataques aos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) em depoimento prestado à Polícia Federal nesta quinta-feira (27). Conforme publicou o jornal O Globo, ele falou com investigadores da PF por videoconferência, diretamente do hospital onde está internado desde terça-feira (24).

No depoimento, o cantor também negou participar de um movimento antidemocrático que ataca instituições. Na última semana, ele se tornou alvo de uma investigação da Polícia Federal por conta de um áudio vazado.

"Se em 30 dias não tirarem os caras nós vamos invadir, quebrar tudo e tirar os caras na marra. Pronto. É assim que vai ser. E a coisa tá séria", disse Sérgio Reis em conversa com um amigo que veio a público.

De acordo com O Globo, fontes que acompanham a investigação relataram que Sérgio Reis disse aos policiais que não tinha intenção de fazer ataques aos ministros do STF. Para se justificar, ele teria dito que conhece pessoalmente o ministro Luís Roberto Barroso. Além disso, o cantor teria lamentado a repercussão da gravação vazada.

No áudio, ele apareceu convocando uma greve nacional de caminhoneiros contra os 11 ministros da Corte - alvo constante do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), de quem Reis é aliado. Em outro trecho, ele fez ameaças caso o Senado não decidisse sobre o impeachment dos ministros, dizendo que eles iriam "invadir, quebrar tudo e tirar os caras na marra".

Procurado pelo jornal, o advogado do cantor, Marcos Montemor, disse que não poderia se manifestar sobre o caso porque a investigação tramita sob sigilo.

Na última sexta-feira (20), a PF cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao cantor, ao deputado federal Otoni de Paula (PSC-RJ), e a outras oito pessoas.

 

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