Ex-advogada fez parte de quadrilha que desviou R$ 500 mi da Previdência
Jorgina Maria de Freitas, ex-advogada conhecida como uma das maiores fraudadoras do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) da história do país, morreu nesta terça-feira (19), aos 71 anos, no Hospital Municipal Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias (RJ).
Segundo nota da Prefeitura de Duque de Caxias, a ex-presidiária estava internada no local desde dezembro do ano passado, quando sofreu um acidente de carro, vítima de um capotamento. Ela teve traumatismo craniano grave e seguia em estado grave de saúde.
A morte foi constatada às 13h de terça-feira, após tentativas de reavivar a paciente, que teve parada cardiorrespiratória, diz a Secretaria Municipal de Saúde.
A advogada integrava uma quadrilha que envolvida a ação de procuradores e de um juiz. O grupo atendia segurados carentes e, em nome dos cidadãos, entravam com ações judiciais. Os procuradores que faziam parte da quadrilha faziam correções altíssimas, que eram confirmadas por um juiz, também do grupo.
A Previdência Social era, então, condenada e pagava o valor. Na época, o prejuízo avaliado ficou em até R$ 500 milhões. O caso veio à tona em 1992.
Jorgina fugiu do país do mesmo ano. Em 1994, foi localizada em Miami, nos Estados Unidos, onde tinha negócios e imóveis.
O governo brasileiro pediu sua prisão e extradição, o que foi concedido. Mas Jorgina fugiu novamente, desta vez para a Costa Rica. No Brasil, ela foi condenada à revelia pela Justiça a 14 anos e 11 meses de prisão. Depois de ficar foragida por cinco anos, ela se entregou em 3 de novembro de 1997.





