sábado, 11 julho 2026

Um ano depois: família e amigos promovem ato em memória de Nicolly Pogere na Lagoa do Jardim Amanda

Adolescente Nicolly Pogere foi brutalmente assassinada pelo namorado e outra menina. Foto: Acervo Familiar

A família e amigos de Nicolly Pogere promovem neste domingo (12), às 10h, um ato de homenagem e manifestação em memória da adolescente de 15 anos, assassinada em 2025, em Hortolândia. A concentração será na Lagoa do Jardim Amanda, no local onde o corpo da jovem foi encontrado no dia 14 de julho do ano passado.

O caso teve grande repercussão e mobilizou moradores de diversas cidades. Para o ato, a família pede que os participantes usem roupas brancas e, se possível, levem cartazes e balões da mesma cor, como símbolo de paz e justiça. Segundo os organizadores, a mobilização busca manter viva a memória da adolescente e reforçar o pedido por justiça.

Relembre o caso
Nicolly Fernanda Pogere foi morta a facadas e teve o corpo esquartejado. Dois adolescentes foram apreendidos dias depois no Paraná (PR), confessaram participação no crime e permanecem internados em instituição para menores.

A Polícia Civil retomou as investigações após novas informações apontarem a possível participação de um adulto no crime. Também são apuradas ameaças feitas à família da vítima pela internet.

Mãe convida para a manifestação
A mãe da adolescente, Pit Magrin, afirmou que o ato será um momento de união, oração e mobilização por justiça. “Vai ser um momento que a gente vai reunir a família, toda a comunidade em oração, em homenagem a ela, em memória dela, porque vai completar um ano no dia 14 de julho que ela foi brutalmente assassinada por esses dois menores. Então, também por isso, mas também (será) uma manifestação pra gente estar reunindo a comunidade e a família, pra clamar por justiça, porque por mais que tenha pegado os dois menores que tiraram a vida dela, ainda tem, o caso foi reaberto, investigação. Então, tem muito que fazer, muito que lutar ainda por justiça, porque não foi feito por completo”, afirmou.

Ela também reforçou o pedido para que os participantes vistam branco. “Eu peço para que todo mundo se vista de branco. Se possível, levem bexigas brancas também e cartazes, se for possível, se conseguirem, porque a cor branca simboliza a paz e é o futuro que a gente busca no mundo, principalmente para as mulheres e para as meninas. E que vá com o coração para homenagear a minha filha, mas também proclamar por outras vidas, por justiça pela minha filha e por outras meninas e mulheres, porque a gente tem muito o que lutar. A gente precisa estar erguendo a nossa voz. A gente precisa estar ali se reunindo por todas as mulheres e todas as meninas, não só pela minha filha Nicolly”, acrescentou.

Pit Magrin ganhou mais um motivo para lutar pela segurança das mulheres e meninas, a pequena Dominick. Foto: Acervo Familiar

Ativismo após o crime
Desde a morte da filha, Pit Magrin passou a atuar no combate à violência contra mulheres e meninas. Ela também defende o endurecimento das penas para agressores, por meio da proposta da “Lei Nicolly Pogere”, em tramitação no Senado Federal.

Além do ativismo, ela voltou a ser mãe recentemente e relatou os desafios de viver o luto junto à chegada de uma nova filha. “Foi muito difícil quando eu descobri a gravidez, porque eu descobri a gravidez assim que eu perdi minha filha. E meu maior medo também era que fosse uma menina, porque eu tenho um menino também, de 6 anos, e tudo que a gente como mãe de menina, ainda mais depois do que aconteceu com a minha filha, dá um desespero enorme. Mas ela foi uma luz na nossa vida, ela é uma luz, é um amor grandioso. Assim como é pela Nicolly, assim como é pelo Apolo, é pela Dominick. Eu sou mãe de três, amo os meus três filhos, cada um é um, é único, e vou lutar por cada um deles o que precisar ser lutado. Não esquecer da minha filha Nicolly, mas também essa nova luz, essa nova vida aí que veio pra gente, pra nos iluminar e fortalecer também nessa luta. Porque eu luto pela minha filha Nicolly, uma menina que perdeu a vida brutalmente, mas também pela Dominick, pra que ela não precise passar por esse horror, que ninguém precise passar por esse horror. E também para que meu filho Apolo não se torne um agressor, não se torne um homem violento, e sim um bom homem de caráter, que respeite a vida das mulheres e das meninas”, finalizou.

O ato será realizado neste domingo (12), às 10h, na Lagoa do Jardim Amanda, em Hortolândia.

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